Ok, eu assumo, sou desorganizada! Se você entrar nesse momento no meu quarto vai encontrar a cama desarrumada [acabei de acordar] roupas que usei essa semana empilhada no pé da cama [preciso de um baú pra guardar essas coisas] sapatos pelo chão, uma pilha de livros do meu lado da penteadeira e todas as possíveis maquiagens e cremes para o cabelo do lado da minha irmã... meu guarda-roupa então... Eu não consigo nem organizar esse blog!!
Mas também sou organizado sabe... se você perguntar onde está minha apostila de antropologia [que tive no primeiro ano de facul] eu vou te dar em menos de 5 segundos, eu sei onde ficam as coisas no meu quarto: meus antigos diários, meus cadernos de poesia [do que eu achava que era poesia], minhas caixas com fotos, até sei onde estão clipes e grampos!
Por tudo isso falo [e posso provar] que minha bagunça é organizada, sim senhor! O meu quarto só fica visualmente limpo de sexta-feira [hoje] porque é dia de faxina aqui em casa e como sou eu quem limpo essa parte então ele fica +/- como eu quero [+/- porque tenho uma irmã que adora maquiagem, odeia que eu as guardo na gaveta!!] É isso, antes de me perder na bagunça do meu quarto eu quis dar uma passadinha aqui pra atualizar [e perceber que realmente não estou contente com o layout do meu blog! =/]
Em ordem
Quando esta tudo na balbúrdia,
Sempre sabemos onde cada heterogênea peça esta,
Um pé de uma meia,
A toalha de banho,
O poema em papel amassado Em letra feia,
Ou até mesmo a chave da porta,
Tudo parece voar,
E sempre esquecemos
Algum material que irá se usar,
Mas de algum modo esta em ordem,
De algum modo nos entendemos,
Mesmo na balbúrdia nos achamos
Na bagunça de ontem.
Esta tudo em sincronia,
Dobrados em ordem de uso,
Quadros bem postos,
A impressão ao acordar,
Que minha cama bruniu
Sem meu mandar,
Cada cabide com sua peça,
O papel debaixo do cobertor
Junto a minha cabeça,
Traduzindo uma noite de furor, De toda aquela louça.
Mas se não fosse pela balbúrdia,
Não conseguiria me encontrar,
Do jeito que impostas
São o meu porto seguro,
Minha maneira de me julgar,
Encontrando-me quem sabe
No claro ou no escuro,
Em cima da cama,
Ou debaixo dela, eu te juro,
Ali me confrontei,
E sai vencedor
De minha própria bagunça.